Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...


'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta...


E quando sentimos falta do que não volta mais??
E quando jogamos fora o tico de chance que haveria se ainda houvesse???
E quando, por birra, pirraça, necessidade de mostrar que se é foda, jogamos fora quem nos era importante de verdade, para ter comprovadamente, a certeza de que ninguém seria melhor???
E quando temos até vontade de ligar, saber como anda, o que tem feito... Mas não se tem coragem... não mais...
E quando temos certeza de que não haverá ninguém mais que complete, que entenda, que brigue, que ria... com aquela pessoa???

E, quando se constata, que na verdade, vc sente falta???
O que fazer???


Eu pensei
Que pudesse esquecer
Certos velhos costumes
Eu pensei
Que já nem me lembrasse
De coisas passadas
Eu pensei
Que pudesse enganar
A mim mesmo dizendo
Que essas coisas da vida em comum
Não ficavam marcadas
Não pensei
Que me fizessem falta
Umas poucas palavras
Dessas coisas simples
Que dizemos antes de dormir
De manhã
O bom dia na cama
A conversa informal
O beijo depois o café
O cigarro e o jornal
Os costumes me falam de coisas
De fatos antigos
Não me esqueço das tardes alegres
Com nossos amigos
Um final de programa
Fim de madrugada
O aconchego na cama
A luz apagada
Essas coisas
Só mesmo com o tempo
Se pode esquecer
E então eu me vejo sozinha como estou agora
E respiro toda a liberdade
Que alguém pode ter
De repente ser livre
Até me assusta
Me aceitar sem você

Certas vezes me custa

Como posso esquecer dos costumes
Se nem mesmo esqueci de você

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Constatação...

Eu te amo... Eu te am... Eu te a... Eu te... Eu t... Eu tomei no cu.



"Tá tudo novo de novo..."

É... pelo que andei relendo aqui no Blog, os meses de fevereiro / março foram o pico alto das minhas escritas...
Como tudo o que faço, (saco)... Começo empolgadona... Daqui a pouco já cansei e quero outro brinquedo...
Faço isso com meu blog, com meus estudos, com meus homens...

Porra, quando será que eu vou amadurecer??? Como posso reclamar que meu filho quer um jogo de videogame novo por mês? Que ele enjoa logo das coisas?
Até da minha casa, que eu preparei com tanto carinho, eu já cansei...

Ahhh. Esta alma cigana... Que não quer criar raízes... Que prefere não deixar rastros...

Resumo do resumo:

1) Voltei a trabalhar. Depois de quase 10 anos tentando ou um emprego ou um concurso público, ou ganhar na loteria, consegui um emprego maneiro, com grandes chances de crescimento.



Até ai, lindo, né?
Mas adivinha???
Essa vida de executiva não sou eu... Salto alto, bunda empinada, reuniões e reuniões...
Mas o ambiente é legal, e quero uns aumentozinhos ainda até o final do ano... Vou ficando...



2) Papai foi para uma clinica excelente... A Clinica onde a Vera Fisher está internada se tratando de depressão e onde todos os globais se internam por conta de drogas e outros problemas...
É maravilhoso o lugar. As instalações, os serviços, as pessoas... a humanidade...
Claro que morro de saudades de ter o papai aqui no quarto ao lado do meu, de saber cada febre, cada diarréia... Mas sei que lá ele está bem cuidado...  Conseguiu desmamar do oxigênio completamente... Deu uma engordada... Sorri quando eu chego... Chora quando eu canto...
Enfim... é uma coisa que eu terei que aprender a conviver, até porque minha mãe já dá sinais de que precisará muito de mim em breve (já está precisando, mas não admite)... E lá vou eu, tudo de novo...

3) Neste tempo "sumida", casei... É... isso mesmo. Não se assuste: casei. C.A.S.E.I.
Mas, adivinha?
Logo na primeira semana, mandei o sujeito embora.
Ele arrumou as malas, mas não foi.
No final da segunda semana, mandei ele embora de novo.
Não foi.
No final da terceira, sai de casa e disse a ele que se ele não saísse por bem, eu iria mandar uma viatura da policia tirá-lo de lá... Eram 8 da manhã. Dei um prazo até as 10 para ele sair...
Ele saiu... Graças a Deusa...




Ficou meio puto e não fala mais comigo... Mas vou fazer o que?
Não nasci para casar...
Meu nome não é Amélia...
Odeio que me mandem...
Não suporto gente folgada e preguiçosa...
Odeio bagunça na minha cozinha...
E, pior e mais importante, odeio o ser humano, mas já que estou aqui, quero um que respire, e não que faça fotossíntese...


Na verdade acho que só casei por pirraça... Cara, nem vou chamar isso de casamento, pois que durou apenas 3 semanas... E o que foi então meu último relacionamento de 4 anos??? O tal pelo qual eu perdi as estribeiras e só para provar que eu podia sim ser amada, casei com o primeiro maluco disposto a viver comigo?
E como eu podia dormir com um pensando em outro? comparando com o outro? Comparei tudo, desde o primeiro momento... E confesso que não havia comparações... Meu menino era bem melhor em absolutamente tudo... Mas ele não me queria mais... E tinha mandando eu ser feliz...
Eu bem que tentei... Mas não deu... Sinceramente não deu.,..

Bom, acho que essas eram as novidades que eu tinha para contar assim, bem resumido...
Vou tentar voltar a escrever, até porque isso me faz bem... É praticamente uma psicografia, já que eu nem penso. saio digitando a uma velocidade absurda pois meus pensamentos são bem mais rápidos que minhas mãos no teclado...

E não reviso. Não reviso nada... Então, se tiver algum palavrão ai em cima, daqueles que gosto de mandar de vez em sempre, me perdoe... Sou assim e... a esta altura do campeonato, acho muito pouco provável que eu consiga (queira) mudar...



Um beijo e volto logo, prometo...