Doeu, mas eu fiz passar.
Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...
'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Você está me perdendo...
No meio de tantos problemas do dia a dia, ainda me surpreendo comigo mesma. Venho aqui apenas para falar de amor... Ou da falta dele... Talvez seja porque eu sinta que com ele, as coisas seriam mais fáceis, os problemas parecem menores... Mas... sem ele... sem amor... parece que tudo se agiganta... Os problemas parecem insolúveis e a sensação de desesperança é inevitável...
Hoje vou falar de perda... Entendo bem deste assunto. Sou pós graduada em perdas. Talvez tenha mestrado, doutorado... O fato é que as conheço bem...
Perdi um amor aos 24 anos... A morte o levou 1 mês antes do nosso casamento.
Perdi meu pai alguns anos depois, pelo Alzheimer... (Ele ainda está aqui... seu corpo apenas...ele há muitos anos já não compartilha mais minha vida, embora esteja agora deitado no quarto ao lado)
Perdi avôs, avós...
Perdi empregos...
Perdi amigos...
Perdi (larguei mesmo) um casamento...
Perdi minha dignidade...
Perdi minha casa, meu canto...
Perdi minha liberdade...
A cada momento, perco algo... (Ganho muito também, mas quero falar sobre as perdas)...
Há pouco tempo perdi outro amor... Daqueles que a gente acha que será para sempre... De novela, de filme, de eternidade... Perdi a confiança dele por mim, e a minha por ele... Perdemos o respeito um pelo outro a cada palavra maldita... Perdi as esperanças...
Mas o que mais tem me doído é que estou perdendo o sentimento... Em todas estas perdas, eu perdi muito, mas nunca havia perdido assim um sentimento...
Quando meu noivo morreu, o sentimento continuou vivo (e ainda continua) por anos... Nunca deixei de amá-lo...
Meus avôs e avós também...
Meu pai... Bom, esse eu amo por todas as vidas em que fomos companheiros e hoje não seria diferente... estando ele de pé ou simplesmente com seu corpo deitado em uma cama, ainda o amo com todas as minhas forças...
Todas estas perdas foram "sem querer". A vida ou a morte me tiraram coisas... Mas nenhum deles nunca abriu mão de mim por vontade própria. Eles me foram arrancados...
Mas este amor... Abriu mão de mim... Se arrancou de mim... Abriu mão de todo o sentimento, de todo o amor que ofereci a ele... A cada dia a distância aumente e, por mais que ele diga que me ama, sinto-me como se ele estivesse com a mão aberta e eu estou escorregando... escorregando... pra fora dele...
Sempre pensei que por amor se luta até morrer... Embora não pareça, sou romântica... E pra mim, amor que é amor não tem o que separe... Tipo Jade e Lucas, da novela "O Clone". Milhões de impecilhos o afastam, mas eles se amam, e, tal como nos contos de fadas e nas novelas, quem se ama enfrenta tudo e sempre fica junto no final...
Nos contos de fadas, nos filmes, tudo começa com o "Era uma Vez" , milhões de problemas se desenrolam até que aparece o "E viveram felizes para sempre"...
Vampiros terminam com mocinhas...
Ogros com princesas...
Borralheiras com principes...
Mesmo nos filmes (que são meus preferidos) em que um deles morre, o amor continua... O AMOR não morre...
Meu final tá chegando... estou escorregando por entre os dedos dele. E não sinto nenhum movimento em suas mãos na tentativa de me segurar... Então, a cada dia eu escorrego mais... e mais... até que um dia eu fique fora da vida, do alcance, do coração...
Minha vida nunca foi um conto de fadas... Meu final não poderia ser diferente, não é?
Sinto-me perdendo a inocência (até tardiamente, pois eu já devia ter me mancado há muito mais tempo), não existem finais felizes para quem se ama... Ou, de repente não se ama...
Sei que fiz o que sabia, o que sempre achei certo e justo em um relacionamento.
Lutei até o fim das minhas forças... Lutei contra tudo e contra todos... E, até bem pouco tempo, lutaria tudo de novo, se eu tivesse apenas a esperança de que teria um final feliz...
Mas... finais felizes não existem, existem??? Não... Não pra mim... Não para este amor...
![]() |
| (Você só encontra finais felizes em livros... Alguns livros...) |
==> Psiu!!! Ei !!! Você está me perdendo... Estou escorregando para longe a cada palavra não dita. Você realmente não vai fazer nada???
![]() |
| (Eu teria amado você .. pra sempre.) |
Metades: (Da série: Eu poderia ter escrito isso...)
Metades...
... porque, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. O quanto uso das partes que brigam dentro de mim.
Há muito, eu me confundo. ´
Porque metade não tem medo e levanta os braços, na descida da montanha-russa. Olhos abertos...
Enquanto outra acha melhor enfrentar a queda com as mãos na barra, segurando forte, espremendo os dois olhos, fechados, desde o começo do percurso.
Metade prefere brincar na beira da praia. No raso.
Enquanto outra não vê problemas em pular dezenas de ondas e nadar onde a pequena bandeira vermelha, agitada pelo vento, avisa sobre o risco. Sobre o possível afogamento.
Porque, há muito, eu erro a receita do equilíbrio.
Uso a parte que não deveria na hora em que não poderia.
Me confundo com as metades que brigam dentro de mim.
Porque parte acelera na estrada, no momento da curva fechada. Pé direito até o fim.
Enquanto outra freia, bruscamente, ao ver a primeira placa. Seta torta, avisando sobre o perigo.
Metade não suporta a burrice, a pequenez, a lerdeza.
Outra, sempre calada, tolera a banalidade. Engole a ignorância. Convive com a mediocridade.
Há muito, eu erro a mão. A dose.
Me confundo com o que devo usar.
Porque metade briga. Explode. Dedo apontado na cara.
Enquanto outra se recolhe, quieta, debaixo da cama. No quarto fechado. No tudo escuro.
Metade berra.
Outra sussurra.
Tenho uma parte que acredita em finais felizes. Em beijo antes dos créditos.
Enquanto outra acha que só se ama errado.
Tenho uma metade que mente, trai, engana.
Outra que só conhece a verdade.
Uma parte que precisa de calor, carinho, pés com pés.
Outra que sobrevive sozinha. Metade auto-suficiente.
Mas, há muito, eu erro a mão. A dose. Esqueço a receita do equilíbrio. Me perco.
Há dias em que uso a metade que não poderia.
Dias em que me arrependo de ter usado a que não gostaria.
Porque elas brigam dentro de mim, as metades.
Há algumas mais fortes. outras ferozes.
Há partes quase indomáveis.
Metades que me fazem sofrer nessa luta diária: Não deixar que uma mate a outra.
Eduardo Baszczyn
Pessoa errada...
"Todos buscamos aquela pessoa especial que é certa para nós. Mas quando já passamos por relacionamentos suficientes, começamos a desconfiar que não existe a pessoa certa, apenas gostamos das pessoas erradas. Por que é assim?
Porque nós mesmos somos errados de algum modo, e buscamos parceiros errados de algum modo complementar.
Mas é preciso muita vivência para crescer plenamente em nossa inadequação. Só quando nos vemos diante de nossos demônios mais profundos - nossos problemas insolúveis, os que nos tornam verdadeiramente o que somos - estamos prontos para encontrar o parceiro de toda a vida.
Só então sabemos finalmente o que estamos procurando.
Vivemos à procura da pessoa errada.
Mas não apenas qualquer uma: a pessoa errada "certa" - alguém a quem olhamos com amor e pensamos :
"Este é o problema que eu quero ter." Encontrarei essa pessoa especial que é errada para mim do jeito certo..."
(Daniele Steel)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Dói? Dói... e muito... mas passa...
Você diz que dói... E pede desculpas por sentir dor...
Até bem pouco tempo eu diria a você: "Porra, se dói volta. Se dói, assume. Se dói, esquece o passado e arranca esta dor do peito. Por que se estando junto dói, mas separado também. Então, o que é pior?"
Mas você fez a escolha, você fez a opção, você tomou a decisão.
Por mim também doeu, muito... Todos os anos de brigas, de omissões, de mentiras (minhas e suas), palavras que não deveriam ter sido ditas... Mas eu até preferia a dor estando "com" do que estando "sem"...
Hoje, confesso que entendo, aceito e concordo com a "não possibilidade" de nós dois... Afinal, realmente o que temos para dar um ao outro?
Você precisa de uma "menina"... Alguém nova o bastante para não te trazer problemas de gente grande... Alguém nova o bastante que se satisfaça com passeios a esmo, com lanchinhos rápidos e viagens de fim de semana... Alguém que não pense ainda no futuro, talvez por ter ainda um enorme futuro pela frente...
Uma menina...
Eu já não sou mais uma menina... Tento ser. Muitas vezes me passo por. Mas não sou mais uma menina... Nem na carteira de identidade, nem nos problemas do dia a dia, nem nas responsabilidades que carrego...
Você precisa de alguém que não se importe se haverá futuro ou não, pois o futuro ainda está muito longe para se preocuparem com ele... (Mas ele chega... saiba disso... ele chega atropelando os sonhos não realizados e as atitudes não tomadas ou tomadas de forma errada)
Eu... Eu preciso de um homem... Com vivências suficientes para compreender que a vida é muito mais do que "eu não gosto de fazer isso"...
Sabe, nem sempre fiz coisas que gostava na vida... Nem sempre trabalhei no que gostava (quase nunca aliás). A vida adulta não nos permite sempre essa escolha. Nunca "me" permitiu esta escolha. Embora sempre meio maluca, virei adulta ainda menina... Aos 16 anos comecei a trabalhar, aos 18 já lidava com a doença de papai... Aos 24 fiquei viúva. Aos 28 casei errado. Aos quase 40 ainda cato meus cavacos no chão, tentando juntar os cacos do que sobrou de mim, numa tentativa ainda altiva de me recompor...
Minha vida hoje não é o que sonhei pra mim... Uma série de escolhas erradas que fiz quando era "menina" e achava que tinha todo o tempo do mundo, me trouxeram uma realidade dificil de ser engolida e vivenciada...
Mas não se é mulher antes de ser menina... Não se é mãe antes de ser filha...
Trajetórias de vida diferentes, pensamentos diferentes, visões de mundo diferentes, expectativas de vida diferentes... Há tanta coisa a nos separar... Tempos diferentes, momentos diferentes... Tempo futuro diferentes...
Não há mais solução para nós... Não há futuro para nós...
Precisamos de coisas diferentes... Pessoas diferentes... Vidas diferentes...
Preciso de alguém que seja cúmplice e companheiro. Que acorde todas as manhãs comigo e que faça planos... (Apesar do pouco futuro, ainda tenho planos)... Que ame meu filho como um filho... Que tenha por ele carinho e responsabilidade... De pai...
Você precisa de alguém que não tenha filhos, nem familia, nem problemas, para que estes não atrapalhem os seus "nãos": não filho, não familia, não problema...
Minha vida é repleta de "sins"... E não tenho como me desfazer deles. Foram adquiridos ao longo destes 12 anos que nos separam...
E que, hoje, é uma distância insuperável...
Até bem pouco tempo eu diria a você: "Porra, se dói volta. Se dói, assume. Se dói, esquece o passado e arranca esta dor do peito. Por que se estando junto dói, mas separado também. Então, o que é pior?"
Mas você fez a escolha, você fez a opção, você tomou a decisão.
Por mim também doeu, muito... Todos os anos de brigas, de omissões, de mentiras (minhas e suas), palavras que não deveriam ter sido ditas... Mas eu até preferia a dor estando "com" do que estando "sem"...
Hoje, confesso que entendo, aceito e concordo com a "não possibilidade" de nós dois... Afinal, realmente o que temos para dar um ao outro?
Você precisa de uma "menina"... Alguém nova o bastante para não te trazer problemas de gente grande... Alguém nova o bastante que se satisfaça com passeios a esmo, com lanchinhos rápidos e viagens de fim de semana... Alguém que não pense ainda no futuro, talvez por ter ainda um enorme futuro pela frente...
Uma menina...
Eu já não sou mais uma menina... Tento ser. Muitas vezes me passo por. Mas não sou mais uma menina... Nem na carteira de identidade, nem nos problemas do dia a dia, nem nas responsabilidades que carrego...
Você precisa de alguém que não se importe se haverá futuro ou não, pois o futuro ainda está muito longe para se preocuparem com ele... (Mas ele chega... saiba disso... ele chega atropelando os sonhos não realizados e as atitudes não tomadas ou tomadas de forma errada)
Eu... Eu preciso de um homem... Com vivências suficientes para compreender que a vida é muito mais do que "eu não gosto de fazer isso"...
Sabe, nem sempre fiz coisas que gostava na vida... Nem sempre trabalhei no que gostava (quase nunca aliás). A vida adulta não nos permite sempre essa escolha. Nunca "me" permitiu esta escolha. Embora sempre meio maluca, virei adulta ainda menina... Aos 16 anos comecei a trabalhar, aos 18 já lidava com a doença de papai... Aos 24 fiquei viúva. Aos 28 casei errado. Aos quase 40 ainda cato meus cavacos no chão, tentando juntar os cacos do que sobrou de mim, numa tentativa ainda altiva de me recompor...
Minha vida hoje não é o que sonhei pra mim... Uma série de escolhas erradas que fiz quando era "menina" e achava que tinha todo o tempo do mundo, me trouxeram uma realidade dificil de ser engolida e vivenciada...
Mas não se é mulher antes de ser menina... Não se é mãe antes de ser filha...
Trajetórias de vida diferentes, pensamentos diferentes, visões de mundo diferentes, expectativas de vida diferentes... Há tanta coisa a nos separar... Tempos diferentes, momentos diferentes... Tempo futuro diferentes...
Não há mais solução para nós... Não há futuro para nós...
Precisamos de coisas diferentes... Pessoas diferentes... Vidas diferentes...
Preciso de alguém que seja cúmplice e companheiro. Que acorde todas as manhãs comigo e que faça planos... (Apesar do pouco futuro, ainda tenho planos)... Que ame meu filho como um filho... Que tenha por ele carinho e responsabilidade... De pai...
Você precisa de alguém que não tenha filhos, nem familia, nem problemas, para que estes não atrapalhem os seus "nãos": não filho, não familia, não problema...
Minha vida é repleta de "sins"... E não tenho como me desfazer deles. Foram adquiridos ao longo destes 12 anos que nos separam...
E que, hoje, é uma distância insuperável...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Eu contaria...
Ele sabe... Mas não quer saber...
Eu até contaria aqui com detalhes tudo o que não aconteceu...
Mas, em respeito a ele, não vou contar... Ele não quer saber...
Não vou contar que foi uma noite insossa em que faltou de tudo... Desde assuntos legais até os mais bobos...
Não vou contar que lá pelo final da noite finalmente eu permiti que um beijo rolasse, mas que foi uma merda...
Não vou contar.
Não vou dar a ele o gostinho de saber que o beijo foi péssimo e que fiquei procurando ele em cada gota de saliva trocada... Em cada caricia estranha, em cada toque diferente...
Não vou dizer que o peso da mão era diferente, que o toque era frio e que em nada me esquentou.
Não vou dizer que comparei cada beijo nosso com o único trocado com outro em tantos anos e que senti falta da falta de ar que sentia cada vez que eu o beijava...
Não vou dizer que não desliguei meu celular de propósito e que (por pura autosabotagem mesmo) fiz meu filho me telefonar a cada 15 minutos, para que não houvesse chance do menor clima...
A casa era aconchegante... O "amigo" , velho conhecido... Mas não era "ele"...
Não. Não vou falar nada... Não vou deixá-lo saber que tornei-me uma mulher fria (não frígida, pois ainda queimo pelo cara certo). Que não consegui ser ao menos engraçada, não consegui falar merda, claudices nem nada do gênero. Não vou dizer que fiquei ali, como uma estátua de sal, com medo que uma única lágrima me desmanchasse por inteiro...
Não deixarei ele saber que eu tive a comprovação do que eu já tinha certeza... De que nenhum deles é ele e que não será com mais ninguém...
Mas, deixarei ele saber que se o cara certo pra mim não me quer, aprenderei sim, a me distrair com os errados... Que os errados jamais terão meu coração, nem minha alma, nem meus sentimentos e verdades mais profundas... Mas não desistirei. E, em breve, terei condições de oferecer ao menos meu corpo, para saciar as vontades que queimam dentro de mim...
Tentarei mais uma vez, de olhos fechados, que mesmo sendo estranho, ainda posso ao menos sonhar que aquele corpo será o dele...
PS: Se ele conseguiu, porque eu não vou conseguir???
Será que existe???
Tradução para Dadai: (Algo assim:)
"Você deve saber que existe algum homem por aí que vai gostar de você por tudo que você é. Incluindo as partes de você que nem você mesmo gosta. E estas serão as coisas que ele mais gostará."
O FRASCO DE MAIONESE E O CAFÉ
Recebi de uma grande amiga, achei lindo e resolvi compartilhar aqui com vocês...
Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes? Lembre-se do frasco de maionese e do café.
Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf. A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA!!
As bolas de golf são as coisas Importantes: como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo."
==> Valeu, gente... Quando entro aqui neste Blog para desabafar, ou para tentar escrever coisas bonitas, me sinto com se estivesse tomando um gostoso café com cada uma de vocês...
Valeu, Aninha. Mas nosso café ainda não saiu, né??? Vamos marcar??? Tô precisando de férias... Para poder dar mais valor às bolas de golfe... hehehe
A Mulher que perdeu seu amor (por Arthur da Távola)
A mulher que perdeu o seu amor é alguém de quem amputaram o ar e ela não morreu.
Carrega a marca da amputação no ritmo da respiração e num certo modificar do olho.
Fica pesado, mais manso e lento, nega-se a olhar o mundo, a rir, a ver cores.
A mulher que perdeu o seu amor é alguém cujo riso virou soluço e a recordação faz-se suspiro.
A mulher que perdeu o seu amor é alguém com óculos de ver eclipse na alma. Fica com olhar de rinoceronte em olho de cambaxirra.
Estranho e lindo esse ar sofrente de que ficam todas as mulheres que perderam seu amor.
Estranho e lindo esse ar sofrente de que ficam todas as mulheres que perderam seu amor.
É marca que as acompanha como ruga ou expressão, pelo resto da vida.
Marca irreversível, chaga, cicatriz, verruga espiritual.
Podem amar de novo, melhor até.
Mas jamais deixará de doer uma pontinha daquele sentimento feito impossível e daquela esperança fermentada.
A mulher que perdeu o seu amor sofre mais do que a que (ainda) não pôde viver o seu amor.
Esta vive a dor do que não tem.
Aquela, vive a dor de já não ter.
Quem não tem e quem ainda não tem sofre menos do que quem já não tem.
O terrível é que a perda do amor é o preço inevitável e doloroso do pedágio pago para a estrada do conhecer-se.
A mulher que perdeu seu amor é alguém que melhora depois, pois se descobre, abre a cabeça, os músculos, os poros.
Começa a entender a vida, a ficar mais livre, a punir-se menos e a saber que vale algo.
Passado o luto moral, a fase da fossa, a fossa da fase, o fechado pra balanço, o balanço vem.
Passado o luto moral, a fase da fossa, a fossa da fase, o fechado pra balanço, o balanço vem.
A ferro e fogo, à amargura e desvario, mas vem.
E traz uma visão melhor de si mesma e de tudo o que é e representa.
Instala-se um saudável egoísmo e muito mais altruísmo, paradoxalmente.
A mulher que perdeu o seu amor é um paralítico que sai pra luta e nela se cura.
Se o amor era a deliciosa cegueira, a perda dele ensina a ver no escuro.
A ler nos solavancos do ônibus da vida, a aprender a lição das greves interiores, entender que é preciso melhorar mesmo sabendo que nunca mais será igual.
Mistura de vítima e ressureta , a mulher que perdeu seu amor é alguém muito lindo, porque é um ser com a delicadeza de sentir feita carne no açougue existencial, no qual pendura as suas verdades e ofertas: ali aquela angústia; no outro gancho, a lembrança daquela tarde; na vitrine aquele sorriso e a lembrança do momento em que se descobriu amando; no frigorífico aquela delicadeza interior não-entendida ou aquela falta de medo de sofrer; no gancho maior aquela capacidade de se entregar inteira.
A mulher que perdeu o seu amor é linda não por sofrer, mas porque sofre por ter sabido ser feliz...
A mulher que perdeu o seu amor é uma mergulhadora preocupada com a beleza e a entrega do salto sem a preocupação de saber se há água embaixo.
A capacidade de amar o salto e o vôo fá-la merecedora de ternura e admiração. Enamorada, ela fica pássaro.
Abandonada, ela vira gente melhor.
Terrível disjuntiva!
Ah, se fosse possível dizer para cada mulher que perdeu o seu amor que mesmo sofrendo assim, valeu a pena!
Que a dor vai passar e com cicatrizes ela será melhor e mais bonita amanhã, amará melhor o seu amor, aquém redescobrirá sem hipnose e a quem valorizará ainda mais porque capaz de o sentir e viver sem cobrar, exigir ou sofrer.
Ah, se fosse possível nada lhe dizer e apenas oferecer o ombro para que no ninho dele se sinta protegida e segura, porque a mulher que perdeu seu amor é a criança em busca dos pais, da casa.
É a menina fugindo do bicho-papão que existe e assusta, mas que some e se dissolve se há proteção sincera.
Por uma estranha disposição do carinho humano, a mulher que perdeu o seu amor é sempre chamada por diminutivo ou pelo apelido carinhosos por quem a consola.
Ela fica criança na ante-sala do amadurecer.
A mulher que perdeu o seu amor é , por fim, alguém que descobre seu erro e delírio para crescer no acerto doloroso de se saber incompleta e imperfeita, por isso mais mulher.
Ela era melhor e saiu perdendo.
Piorou.
Mas ficou pior para sair ganhando, logo, melhorou graças à piora, nessa eterna dialética do ser no sentido da integração.
A mulher que perdeu o seu amor é o enigma encarnado.
A mulher que perdeu o seu amor traz, ademais, essa grande lição de vida: é capaz de contemplar o nunca mais, de frente e , ainda e uma vez, dizer-se, sonhando: pode ser.
A mulher que perdeu o seu amor traz, ademais, essa grande lição de vida: é capaz de contemplar o nunca mais, de frente e , ainda e uma vez, dizer-se, sonhando: pode ser.
E sempre pode.
Tudo começa outra vez.
(Para ficar com a própria verdade talvez seja necessário perder um amor que não corresponda a verdade profunda do ser.)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Medo.
"Você não sabe, mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez...
E tenho medo de fazer planos,
De tentar e sofrer outra vez."
(Roberto Carlos)
E agora, José?
Depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Tati Bernardi
É... realmente não sei o que dizer hoje... Não sei te dizer o que aconteceu, o que mudou... mas te digo que o vazio não preencheu... Não foi igual... Senti falta.... Foi diferente, para bem pior... Mas podia ter sido bom... Será que se eu me permitir tentar de novo e de novo um dia melhora??? será que eu consigo um dia esquecer como era e sentir como é, como será? Será que será?
Silêncio...
Não tenho muito o que falar hoje... Nem tive ontem... nem anteontem...
Preferi o silêncio...
Quando as palavras já não são suficientes, o silêncio traz uma paz que conforta...
Continuo em busca da felicidade... do "ser feliz"... do "estar bem"..
A semana foi punk... Os dias têm sido difíceis... As esperanças precisam de muita força para se manterem...
Estou em busca de novos horizontes... Novos contatos... Nova vida...
Isso vale tanto para o coração quanto para o mental e material...
Durante este "retiro" em que me silenciei, pude perceber algumas coisas:
- Meu mau humor não me ajudará a resolver meus problemas...
- A resignação diante de situações que não tenho como controlar / resolver é triste, mas necessária...
- Beijar quem não se ama só te faz amar mais ainda quem se ama, em compensação, a possibilidade de sentir-se viva de novo é real e estar aberta para o "novo" faz com que eu sinta que pode sim, haver um futuro melhor e mais digno para mim...
- Sentir-me desejada, amada, necessária e importante por e para alguém, mesmo que eu não ame (ainda) este alguém, me faz bem. Levanta a estima tão decadente e me torna uma pessoa mais bonita, mas firme, menos melancólica... me faz ver que tenho valor para alguns, embora não para outros...
- Passar uma noite agradável, no meio de tantas de solidão e melancolia, faz de uma segunda feira algo possível de se conviver...
Enfim... Não sei até quando manterei este silêncio... mas sinto que ainda preciso rearrumar muitas coisas dentro de mim... E, enquanto o antigo amor não sai em definitivo do coração, que eu possa ao menos, com muita sinceridade, dar a chance de um novo amor se aventurar pelos meus caminhos, e quem sabe até, ter a chance de se tornar realmente um novo amor... (Basta que ele saiba, queira e consiga colar os caquinhos que me sobraram de coração... Espero sinceramente que consiga...)
"O problema de amar demais é pensar que não se possa amar de novo."
(Poeta da Colina)
Pra bom entendedor...
Tentando um novo amor – Martha Medeiros
Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.
Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.
Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.
Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.
Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.
No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.
Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.
No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.
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