Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...
'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
sábado, 17 de setembro de 2011
Sobre a morte e o morrer
Rubem Alves
O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3.
Código...
Sempre tivemos um código... Colocávamos no youtube musicas cujas letras eram para ser lidas um pelo outro...
Acabou... Tudo foi dito... Deletei o nome dele do meu celular... Bloqueei em todas as redes sociais. Bloqueei no msn... E assim se passou, milagrosamente um dia de silêncio total...
Ele não amava mais, dizia ele... Quer recomeçar a vida com outra... Bem melhor que eu, diga-se de passagem...
Eis que me deparo com a seguinte musica em seus favoritos do youtube, colocada ontem, o dia do silêncio:
(Vou colocar já a tradução) - Fix You - Coldplay
E eu pergunto: será que ele já está tentando "consertar a outra"? Ou foi mais uma mensagem "subliminar" daquelas que mandávamos um ao outro quando não tinhamos coragem de falar??
Mas porque?? Porque??? Porque??? É o que eu nunca conseguirei me responder...
Será que eu tô só "viajando"????
Acabou... Tudo foi dito... Deletei o nome dele do meu celular... Bloqueei em todas as redes sociais. Bloqueei no msn... E assim se passou, milagrosamente um dia de silêncio total...
Ele não amava mais, dizia ele... Quer recomeçar a vida com outra... Bem melhor que eu, diga-se de passagem...
Eis que me deparo com a seguinte musica em seus favoritos do youtube, colocada ontem, o dia do silêncio:
(Vou colocar já a tradução) - Fix You - Coldplay
Consertar Você
Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré.
Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto.
Quando você perde algo que não pode substituir.
Quando você ama alguém, mas é desperdiçado.
Pode ser pior?
Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei, consertar você
Bem no alto ou bem lá embaixo.
Quando você está muito apaixonado para esquecer.
Mas se você nunca tentar, nunca vai saber.
O quanto você vale.
Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei consertar você
Lágrimas rolam no seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Lágrimas rolam pelo seu rosto
E eu...
Lágrimas rolam pelo seu rosto
Eu te prometo que vou aprender com meus erros
Lágrimas rolam pelo seu rosto
E eu...
Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu tentarei, consertar você
E eu pergunto: será que ele já está tentando "consertar a outra"? Ou foi mais uma mensagem "subliminar" daquelas que mandávamos um ao outro quando não tinhamos coragem de falar??
Mas porque?? Porque??? Porque??? É o que eu nunca conseguirei me responder...
Será que eu tô só "viajando"????
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Hiatus
Existem momentos, situações e coisas que nos acontecem que nem em nossa cantinho mais que especial podemos mencionar...
Permitam-me, então, guardar um único segredo de vcs...
Até porque, este segredo envolve uma decisão muito séria, e que ainda não tomei...
Há muita coisa envolvida... E isso tem tomado meus pensamentos...
Não sei quando conseguirei voltar a postar aqui... Preciso resolver isso dentro de mim... tomar decisões... rever uma série de coisas em minha vida. E não quero ser influenciada por nada ao tomar esta decisão...
Então, amigas... Provavelmente haverá um breve hiato aqui no Blog, até que eu consiga decidir , quase literalmente", se continuo ou desisto... se vou ou se fico...
Bjs
See you in another life!!!
Permitam-me, então, guardar um único segredo de vcs...
Até porque, este segredo envolve uma decisão muito séria, e que ainda não tomei...
Há muita coisa envolvida... E isso tem tomado meus pensamentos...
Não sei quando conseguirei voltar a postar aqui... Preciso resolver isso dentro de mim... tomar decisões... rever uma série de coisas em minha vida. E não quero ser influenciada por nada ao tomar esta decisão...
Então, amigas... Provavelmente haverá um breve hiato aqui no Blog, até que eu consiga decidir , quase literalmente", se continuo ou desisto... se vou ou se fico...
Bjs
See you in another life!!!
Despedida
Despedida
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
Despedida
Queria que a morte fosse, simplesmente, uma canção. Para que na hora da partida, você gravasse em tua memória, com mansidão, as mais lindas melodias e letras que, por si, descrevem quão grande é o "AMOR" que carrego em meu peito.
Trancado no meu coração, então, meu último pedido fica. Apura teus ouvido, por notas e cifras , por mim escritas. Desvenda com som de liras, que em mim acreditam, diante da vida com a percussão de que não seja em vão a sinfonia que, um dia, foi morada da doce ilusão.
Confesso meu pecado, diante do solo mais lindo que me foi ouvido "eu amo você".
Perdoa-me querido, por não ter lido há tempos o que estava escrito nos mais lindo dos acordes da nossa paixão.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ponto Final...
Fiz uma coisa feia, horrivel mesmo...
Há 3 semanas eu voltei a manter contato com meu ex, a quem procurei 1 mês após minha súbita separação. Tentei explicar-lhe várias coisas e nossas conversas e discussões iam até as 3, 4, 5 da manhã... E isso estava me gerando um desgaste horrivel, e justo em um momento importantissimo de crescimento para mim, tanto pessoal quanto profissional... Eu nao conseguia entender pois ao mesmo tempo em que ele dizia que estava namorando, apaixonado e que nao queria mais nada comigo, ele me atendia, me recebia, e chegava a me chamar no msn mesmo estando invisivel...
Bom, após algumas semanas de contato e muitas discussões madrugadas afora, cheguei ao meu limite...
Ele diz que está namorando e que a namorada sabe que ele me liga, me procura, enfim...
No auge da discussão, da minha raiva, acabei mandando um enooorme e-mail a ela pelo facebook, falando cobras e lagartos, e, como vcs me conhecem muita baixaria... Lavei minha alma... Após já o ter feito com ele...
E, claro que não dormi.
Resolvi, para o meu próprio bem, bloquear a ela e a ele do face e de todas as formas possiveis de contato.
Acho que só assim terei paz...
Não acho bonito o que e fiz... Posso ter terminado um namoro (que eu nem acredito existir) e de certa forma até me arrependo... Mas nao posso voltar atrás...
Acho que realmente esta relação já deu o que tinha que dar e, sinceramente, pelos ultimos acontecimentos, não quero mais nem amizade...
Enfim... são quase 6 da manhã e hoje, dia 15/09/2011 resolvi finalmente dar um ponto final nesta história...
Já disse tudo... Este assunto morreu!!!
Há 3 semanas eu voltei a manter contato com meu ex, a quem procurei 1 mês após minha súbita separação. Tentei explicar-lhe várias coisas e nossas conversas e discussões iam até as 3, 4, 5 da manhã... E isso estava me gerando um desgaste horrivel, e justo em um momento importantissimo de crescimento para mim, tanto pessoal quanto profissional... Eu nao conseguia entender pois ao mesmo tempo em que ele dizia que estava namorando, apaixonado e que nao queria mais nada comigo, ele me atendia, me recebia, e chegava a me chamar no msn mesmo estando invisivel...
Bom, após algumas semanas de contato e muitas discussões madrugadas afora, cheguei ao meu limite...
Ele diz que está namorando e que a namorada sabe que ele me liga, me procura, enfim...
No auge da discussão, da minha raiva, acabei mandando um enooorme e-mail a ela pelo facebook, falando cobras e lagartos, e, como vcs me conhecem muita baixaria... Lavei minha alma... Após já o ter feito com ele...
E, claro que não dormi.
Resolvi, para o meu próprio bem, bloquear a ela e a ele do face e de todas as formas possiveis de contato.
Acho que só assim terei paz...
Não acho bonito o que e fiz... Posso ter terminado um namoro (que eu nem acredito existir) e de certa forma até me arrependo... Mas nao posso voltar atrás...
Acho que realmente esta relação já deu o que tinha que dar e, sinceramente, pelos ultimos acontecimentos, não quero mais nem amizade...
Enfim... são quase 6 da manhã e hoje, dia 15/09/2011 resolvi finalmente dar um ponto final nesta história...
Já disse tudo... Este assunto morreu!!!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Desisti....
"Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti."
(Caio F. Abreu)
Faço minhas as palavras do meu doce amigo Caio...
Porque desistir é triste demais...
Desistir é deixar morrer...
Desistir é fazer deixar de existir...
Desistir é deixar para trás, sem olhar de volta para ver se ficou algo...
Desistir é não olhar mais para trás...
Como eu disse em outro post...
Apenas o desistir não tem volta!!!
domingo, 11 de setembro de 2011
Tempo de Esperas...
" Ando necessitado de dizer quem sou. Careço de encontrar alguém a quem eu possa retirar as máscaras, mostrar o coração".
"Estou inadequado. experimento e constato essa inadequação nas pequenas coisas".
" A escrita é uma aventura perigosa. Nela o coração humano se registra e se revela".
" O que a palavra sabe de si mesma é misteriosamente emprestado à dor que até então doía sem ter nome".
"Estou inadequado. experimento e constato essa inadequação nas pequenas coisas".
" A escrita é uma aventura perigosa. Nela o coração humano se registra e se revela".
" O que a palavra sabe de si mesma é misteriosamente emprestado à dor que até então doía sem ter nome".
A cada livro que, carinhosamente eu restauro, eu curo um pedaço de mim...
Trabalhar com meus livros é como cuidar de um jardim... Meu jardim é de letras... Mas é lindo do mesmo jeito...
Depressão
Bom, o que falar sobre a depressão???
Tenho várias amigas que , neste exato momento, sofrem de depressão...
Cada uma por seus motivos, e quem sou eu para julgar o motivo que leva cada um a sentir isso???
A depressão me ronda também... Diariamente... Sorrateira, ela tenta se instalar em mim...
Seja por falta de grana, por falta de amor, por sentir falta do meu filho...
A todo momento... Ela vem de mansinho e em um momentinho de descuido... E lá estou eu, pensando em sair do planeta...
Tenho trabalhado muito para afastar esta maldita... Parece que com a idade ela começa a nos tentar cada vez mais fortemente...
Não tenho mais um amor para chorar... E agora?
Tenho um amor que morreu e não volta mais... O que eu faço? Deprimo???
Tenho um amor que achei que amava, mas entendi que não tinha com amar, que na verdade amava o amor que eu achei que senti... E que tá cagando pra mim... O que eu faço? Deprimo???
Tenho 3 empregos que não me sustentam, trabalho que nem uma louca, lavo, passo, cozinho, faço faxina, dou aulas, faço aulas, estudo... Não durmo... Não como... E pior, diante disso tudo não tenho condições de manter uma vida mais ou menos digna e nem de manter meu filho morando comigo... O que eu faço, deprimo???
Meu pai está há anos em estado vegetativo e já nem me reconhece mais... e pior, agora está longe de mim... O que e faço, deprimo?
Dia das crianças tá chegando, aniversário do meu filho, mais um natal e eu nao terei condições de dar a ele nada além do meu amor... O que eu faço, deprimo???
Cada um sabe dos seus motivos para "estar em depressão"... Tenho amigas com muita grana, com filho perto, nada de material lhe falta. Mas lhe falta um amor para ocupar o coração. Ai vem a depressão...
Achar que minha vida é pior ou que eu tenho mais motivos do que alguém para estar em depressão, é desculpa esfarrapada para deixar esta intrusa se alojar dentro de mim...
OK, não tenho um amor para ocupar o coração, não tenho meu filho perto de mim e me falta muita coisa material...
O que eu faço? Engano... faço de conta que sou feliz... Finjo tão bem que eu mesma chego a acreditar...
Quem me conhece nas redes sociais acha que tenho uma vida maravilhosa, sou super resolvida e bem de cabeça... E que não tenho nenhum problema...
Diante do exposto, antes que essa filha da puta se achegue mais, vou abrir uma latinha de Itaipava (é... fudida toma Itaipava e olhe lá, dando graças a Deus por ter uma na geladeira) e trabalhar...
Só assim para espantar de vez essa vontade de sumir,de ir embora, pra nunca mais voltar!!!
Tenho várias amigas que , neste exato momento, sofrem de depressão...
Cada uma por seus motivos, e quem sou eu para julgar o motivo que leva cada um a sentir isso???
A depressão me ronda também... Diariamente... Sorrateira, ela tenta se instalar em mim...
Seja por falta de grana, por falta de amor, por sentir falta do meu filho...
A todo momento... Ela vem de mansinho e em um momentinho de descuido... E lá estou eu, pensando em sair do planeta...
Tenho trabalhado muito para afastar esta maldita... Parece que com a idade ela começa a nos tentar cada vez mais fortemente...
Não tenho mais um amor para chorar... E agora?
Tenho um amor que morreu e não volta mais... O que eu faço? Deprimo???
Tenho um amor que achei que amava, mas entendi que não tinha com amar, que na verdade amava o amor que eu achei que senti... E que tá cagando pra mim... O que eu faço? Deprimo???
Tenho 3 empregos que não me sustentam, trabalho que nem uma louca, lavo, passo, cozinho, faço faxina, dou aulas, faço aulas, estudo... Não durmo... Não como... E pior, diante disso tudo não tenho condições de manter uma vida mais ou menos digna e nem de manter meu filho morando comigo... O que eu faço, deprimo???
Meu pai está há anos em estado vegetativo e já nem me reconhece mais... e pior, agora está longe de mim... O que e faço, deprimo?
Dia das crianças tá chegando, aniversário do meu filho, mais um natal e eu nao terei condições de dar a ele nada além do meu amor... O que eu faço, deprimo???
Cada um sabe dos seus motivos para "estar em depressão"... Tenho amigas com muita grana, com filho perto, nada de material lhe falta. Mas lhe falta um amor para ocupar o coração. Ai vem a depressão...
Achar que minha vida é pior ou que eu tenho mais motivos do que alguém para estar em depressão, é desculpa esfarrapada para deixar esta intrusa se alojar dentro de mim...
OK, não tenho um amor para ocupar o coração, não tenho meu filho perto de mim e me falta muita coisa material...
O que eu faço? Engano... faço de conta que sou feliz... Finjo tão bem que eu mesma chego a acreditar...
Quem me conhece nas redes sociais acha que tenho uma vida maravilhosa, sou super resolvida e bem de cabeça... E que não tenho nenhum problema...
Diante do exposto, antes que essa filha da puta se achegue mais, vou abrir uma latinha de Itaipava (é... fudida toma Itaipava e olhe lá, dando graças a Deus por ter uma na geladeira) e trabalhar...
Só assim para espantar de vez essa vontade de sumir,de ir embora, pra nunca mais voltar!!!
(Mas que tem dias que é foda... Ahhh isso tem...)
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