Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...
'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
15 anos de saudades...
Há exatos 15 anos uma pessoa muito especial se foi... Foi morar nas estrelas...
Meu amor, meu amigo, meu menino, meu homem...
A dor da sua perda é algo que me acompanha desde então...
Ninguém acredita que uma dor possa ser carregada assim por tantos anos... Mas pode... Ela passa a fazer parte de nós... Vira "particula integrante do nosso ser"...
Aqui está, parte do meu amor, parte da minha saudade...
É minha forma de mantê-lo comigo, ainda, embora tão distante já...
Meu amor, meu amigo, meu menino, meu homem...
A dor da sua perda é algo que me acompanha desde então...
Ninguém acredita que uma dor possa ser carregada assim por tantos anos... Mas pode... Ela passa a fazer parte de nós... Vira "particula integrante do nosso ser"...
Aqui está, parte do meu amor, parte da minha saudade...
É minha forma de mantê-lo comigo, ainda, embora tão distante já...
À você, AUGUSTO FELIPE... Uma homenagem... Uma Saudade...
![]() |
| (Arte e design da minha amiga irmã Soninha Pallone) |
.................................................
"Somos responsáveis por reunir de volta, pelo menos uma vez em cada encarnação, a Outra Parte que com certeza irá cruzar o nosso caminho... Mesmo que seja por instantes apenas; porque esses instantes trazem um Amor tão intenso que justificam o resto dos nossos dias..."
.................................................
.................................................
![]() |
| (Arte e design da minha amiga irmã Soninha Pallone) |
.................................................
"O MEU AMADO MORREU...
PRECISO VIVER SUA MORTE ATÉ O FIM...
MORREU SEM QUE SE INSTALASSE ENTRE NÓS O CANSAÇO E A BANALIDADE...
TALVEZ TENHA MORRIDO NA MEDIDA CERTA PARA NADA SE DESGASTAR...
DELE ME VEM A DOR, MAS TAMBÉM A TERNURA,
A CLARIDADE QUE ME PERMITE VER
EM TODOS OS ROSTOS O SEU ROSTO
EM TODOS OS VULTOS O SEU VULTO
E OUVIR EM TODOS OS SILÊNCIOS
O SEU INESPERADO RISO DE CRIANÇA..."
.................................................
![]() |
| (Arte e design da minha amiga irmã Soninha Pallone) |
.................................................
"EU SINTO-O ANINHADO
FRÁGIL E BRILHANTE
SOZINHO E AMIGO
NISTO QUE ME SOBROU DE CORAÇÃO"...
.................................................
![]() |
| (Arte e design da minha amiga irmã Soninha Pallone) |
.................................................
"AMADO MEU, VIVO EM MIM PARA SEMPRE
APESAR DA RUGA A MAIS E DO OLHAR MAIS TRISTE...
.................................................
![]() |
| (Arte e design da minha amiga irmã Soninha Pallone) |
.................................................
QUANDO AS LÁGRIMAS SECARAM
COMECEI A ENTENDER
QUE ELE ESTARÁ COMIGO O TEMPO TODO,
LUZ NO CENTRO DE MINHA VIDA DESTROÇADA
SABENDO DE MIM TUDO O QUE HOJE NÃO SEI DELE...".
.................................................
Lya Luft - O Lado Fatal.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Escrevi para ele em 2006
Quando dói o coração, todo o corpo dói. Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós quando partem? Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto? Talves devêssemos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer com essa visão, como quem se fascina com uma miragem.
Mas nunca me satisfiz só em olhar. Humana e taurina que sou, precisava absolutamente sentir, ao risco de me afogar... e mergulhei inteiramente. Aos 20 e poucos anos, o que poderia dar errado?????? Ele me trocar por outra??? Nunca saberei se isso iria acontecer... Foram 3 anos de namoro...e um quase casamento... E levaram ele de mim... de uma forma estúpida, irracional... Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não me impediu de continuar, não me impediu de viver. (Foi quase, mas eu sobrevivi e cá estou, como diz a Lya Luft, na aparência inteira) Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas. E ele é um pedeço de mim, é uma marca que carrego nos braços, na alma, nos olhos... Mas faz parte de mim... Não saberia mais viver sem esta marca. Isso é vida!!! Eu não desisti... Por mim, por ele, por nossa juventude estagnada, pelos filhos que não tivemos... E mantive-me de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente. A próxima vez que nos encontrarmos... Aqui, ou em qualquer outro mundo ou espaço-dimensão... Estou caminhando... a passos lentos, talvez, mas certa de chegar... E, entre subidas e descidas a certeza de ter sobrevivido. E mais que isso, sobre tudo, vivido. Claudia. 12/06/2006 (Adaptado de Leticia Thompson)
Mas nunca me satisfiz só em olhar. Humana e taurina que sou, precisava absolutamente sentir, ao risco de me afogar... e mergulhei inteiramente. Aos 20 e poucos anos, o que poderia dar errado?????? Ele me trocar por outra??? Nunca saberei se isso iria acontecer... Foram 3 anos de namoro...e um quase casamento... E levaram ele de mim... de uma forma estúpida, irracional... Dói... dói... dói e dói!... Mas isso não me impediu de continuar, não me impediu de viver. (Foi quase, mas eu sobrevivi e cá estou, como diz a Lya Luft, na aparência inteira) Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas. E ele é um pedeço de mim, é uma marca que carrego nos braços, na alma, nos olhos... Mas faz parte de mim... Não saberia mais viver sem esta marca. Isso é vida!!! Eu não desisti... Por mim, por ele, por nossa juventude estagnada, pelos filhos que não tivemos... E mantive-me de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente. A próxima vez que nos encontrarmos... Aqui, ou em qualquer outro mundo ou espaço-dimensão... Estou caminhando... a passos lentos, talvez, mas certa de chegar... E, entre subidas e descidas a certeza de ter sobrevivido. E mais que isso, sobre tudo, vivido. Claudia. 12/06/2006 (Adaptado de Leticia Thompson)
Assinar:
Postagens (Atom)




