Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...


'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'

(Caio Fernando Abreu)

sábado, 1 de outubro de 2011

Deixar pra lá...

O fim de um amor é complicado... Para uma taurina, deixar que qualquer coisa se vá é difícil... A gente se apega ao sentimento mais do que a pessoa que achamos amar...
Mas graças a Deusa o tempo é um grande aliado, junto com amigas e amigos que nos chamam à razão!!!
Sei que levo tempo para "entender"  que investir numa relação furada é realmente uma furada...
Sei que levo tempo até deixar ir o que meu coração "acha que precisa"...
Hoje acordei leve...
Consegui me libertar do peso que um amor morto deixa no coração...
Não sei se já não há amor... Mas há muito não havia admiração...
Adem se foi de mim de forma lenta e dolorida... Mas finalmente se foi...

Estamos entrando em outubro... Mês complicado pra mim.
Dia 27 agora farão 15 anos que um grande amor foi morar nas estrelas...
Talvez tenha sido realmente o único...
Talvez depois dele nunca mais eu tenha conseguido amar de verdade...
Talvez eu apenas o tenha procurado em outros, tantos...

Enfim, hoje eu só quero deixar registrado que estou leve..

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fichas


"O fim do amor é como uma ligação de orelhão que não deu certo. Caem várias fichas!"
                                                                                          (Caio Fernando Abreu)


E depois que cai a primeira, todas as outras caem em sequência...
As minhas cairam todas ao mesmo tempo...
Saiu a primeira, que tava segurando as outras e pumba............. Caiu tudo de uma vez!!! 



Triste, mas verdadeiro...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu sinto que já não penso em você como antes. Eu já não te desejo da mesma maneira. Você agora faz parte das coisas pelas quais eu perdi o interesse. Eu relutei muito para te manter aqui comigo. Acabei afundando a mim mesma em um lugar do qual não tenho a mínima ideia de como sair. Tenho tentado refazer meus passos e seguir o rumo que pretendia seguir antes de você. Mas nada disso faz sentido mais. Eu tenho achado falhas em tudo de bom que acontece na minha vida. Às vezes acho que sou cruel comigo mesma, às vezes acho que não sou cruel o suficiente. As coisas saíram do controle. Eu não sei o que fazer com a minha vida. Eu tenho essa grande vontade de viver dentro de mim e essa grande angústia de não saber por onde começar. Sempre que tento, sigo a direção errada. Aquela que me leva de volta a lugares piores aos que eu estava antes. É como se eu estivesse presa nesse enorme labirinto em que eu me meti e não soubesse como sair.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

“Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos: Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar. E se algum dia você quiser se recuperar, há apenas uma coisa que pode ser feita: esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer.” 
(Grey’s Anatomy – 4ª temporada/Episódio 4)


Fala da personagem Meredith, que como eu, tentou colar o coração partido com doses de tequila, e numa cama desconhecida descobrir que isso não funciona.

Da série: Eu poderia ter escrito este texto...



Sabe, XXX... "Nunca fui muito boa em aceitar o fim das coisas. Sempre que algo chegava na beirada do “nunca mais” eu me desesperava e não conseguia entender que é assim que a vida funciona.
Mas sabe, com você foi diferente. Foi um desespero fora do normal. Digo, do meu normal.
Não que tivesse sido tão bom assim a ponto deu querer que você não se vá a todo custo. Porque cá entre nós, você estava longe de ser tão bom quanto eu achava que era.
Mas sabe, as pessoas tem disso. Elas imaginam um alguém cheio de qualidades, com todo aquele nhenhenhe de pessoa honrada, com sua palavra, e promessas cumpridas, que acaba se esquecendo em quem elas estão despejando tudo isso.
E nem que você se entupisse de feijão com farinha, teria sido metade do homem que eu imaginava.
E você pode fazer agora aquela clássica cara de bunda, e me jogar na cara que eu ainda escrevo sobre você. E você está certo. Está certo porque sabe de tudo o que foi. E sabendo disso, ainda mantém minhas fotos e cartas no armário.
Eu entendo. É difícil de aceitar que tudo aquilo cessaria, não é? Afinal, ela não te escreve. Que pena, cara.
Mas para te ser sincera, eu não esperava nada diferente disso. Não vou dizer que era porque eu te conhecia, afinal, não é novidade para nenhum dos dois, que isso esteve longe de acontecer. Mas depois de tudo o que li, tive a paz de finalmente te conhecer.
Agora sim conheço cada palavra que escrevia para as outras, conheço o tamanho da sua podridão, conheço sua desprezível mania de não afastar aquilo que no futuro ainda poderia te ser útil, conheço sua adorável cara falsa de arrependimento, conheço o tamanho da sua curiosidade. Mas de tudo que eu pude ter o desprazer de conhecer, conheço ainda mais a minha enorme vontade de não esbarrar nunca mais com tanto desamor.
Sinto agora aquela agradável sensação de tarefa concluída, sabe?
Ah, não sabe? Imaginei. Mas posso te garantir que não há rostinho bonito que pague isso.
Depois de ter entregue tanto a quem não merecia nada, o mínimo que poderia acontecer, era a vida me jogar nas mãos tudo o que eu tinha o direito de saber.
E foi bem assim. Caiu de paraquedas bem no meu colo. Um embrulhinho escrito em letras garrafais falsidade com o seu cheiro tão forte que me sinto aliviada por ter jogado em outro colo faz tempo.
Agora, meu caro, tenha um pouco de dignidade, e pare de tentar me achar em lugares que obviamente eu não estou. Não peça a ela palavras que você sabe que não estão a sua altura de serem ditas. Contente-se com o pouco que a vida ainda te foi muito boa em oferecer, e na medida do possível não estrague tudo mais uma vez, tente dessa vez, não ser você. Sei que nisso você é bom."