Há 15 anos ele se foi... E ainda hoje eu penso em como teria sido minha vida com ele...
Ainda estaríamos juntos???
Yuri seria nosso filho???
Estaríamos felizes?
Minha vida seria mais fácil?
Eu seria mais feliz? menos feliz?
Difícil responder a qualquer dessas perguntas...
Mas aquele menino-homem me faz muita falta...
E gosto de imaginar que com ele minha vida seria diferente... mais fácil, menos sofrida, menos corrida..
Gosto de imaginar a felicidade nas tardes de domingo, com as crianças e cachorros correndo pela casa...
É uma falta que nunca vou deixar de sentir...
Uma falta de algo que eu nunca tive, mas teria, se me fosse permitido escolher...
Porque ele se foi? Escolha? Destino? Fatalidade? Castigo?
Porque eu fiquei?
Porque não pudemos ser felizes? Porque não nos foi dado tempo?
Quem seria ele hoje com 40 anos? Meu menino-homem!!!
Eu era tão mais segura com ele por perto...
Eu era tão mais eu... Eu era tão mais ele.... Com ele... Por ele...
Sonhos que ficaram pelo caminho não deixam de ser vividos...
Eles apenas se restringem a um lugarzinho só dele.
E brotam nas madrugadas em que a falta grita, sussurra, geme e chora a impossibilidade...
É isto, minha vida é feita de sonhos interrompidos e de impossibilidades...
E assim eu sigo... Sonhando, vivendo... sobre-vivendo...
(Saudades!!!)
Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...
'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)