Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...


'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'

(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Insônia





Se eu ler mais uma página do livro o sono virá. Tenho absoluta certeza disso. 
Nada feito. Talvez eu precise ler mais uma apenas. Ou esse capítulo inteiro. 
Não que esteja fácil concentrar, porque nada está exatamente fácil hoje. Não consigo concentrar nem na missão de não concentrar em nada. 
Vamos lá, mais uma página e o sono virá. 
O livro está chato e pesado. 
Chato porque estou cansada demais para fazer qualquer coisa que não seja dormir. Pesado porque meu braço quer dormir e não segurar um livro de 378 páginas. 
Tudo em mim quer dormir. Ahhhh que sono. Bocejo. Agora vai. Vem soninho, vem. Uma ovelhinha, duas, opa, que aconteceu que as ovelhinhas começaram, de repente, a dançar numa rave? Nada feito. Vou ter de apelar pra um daquelas chás que misturam todas as plantas soníferas e ansiolíticas do mundo. Se eu colocar três saquinhos tenho certeza que vou dormir gostosinho. Aquele sono que você acorda no dia seguinte do jeitinho que deitou. 
Nossa, como eu precisava agora dormir bem. Estou mais cansada do que nunca. Mais inchada do que nunca. Mais carente do que nunca. Mais irritada do que nunca. E, infelizmente, mais acordada do que nunca. Nada feito, o chá só tá me deixando com vontade de fazer xixi a cada cinco minutos. O que complica o sono mais ainda. Como é que estar no fundo do poço, na lama, na escuridão... pode chamar estar “em claro”? Como é que se dorme mesmo? Que inveja das pessoas que dormem. Como é dormir? Ah, dormir. Como é bom dormir. Ahhhhh que sono. Bocejo. Agora vai. Ah não! Vai me baixar a senhorita listas! Repasso tudo o que preciso fazer amanhã. De manhã tem isso e aquilo e aquilo outro e a tarde mais aquilo outro e isso e aquilo e…deixa pra amanhã! Não, amanhã vou estar super cansada porque não consegui dormir. Melhor repassar agora. Mas de que adianta repassar o que vou fazer amanhã se, de qualquer maneira, amanhã vai chegar e eu já vou fazer mesmo tudo o que estou repassando que vou fazer amanhã? Pra que fazer mentalmente o que já vou fazer amanhã fisicamente? Pra quê? Ai que sono. Ahhhhhhhh. Bocejo. Uma ovelhinha. Duas. Ta, já sei. A droga da ovelhinha vai começar a pular o bate estaca daqui a pouco. 
O quê? Já são três da manhã? Calma. Ainda faltam três horas pra amanhã começar. Três horas não são oito horas. Mas eu bem que dormia menos de quatro quanto tinha vinte anos e vivia em festas e coisas do gênero. Mas eu não tenho mais vinte anos. E se eu não dormir agora, amanhã estarei com olheiras e rugas. Isso sem contar que estarei também com cólica, afinal, insônia é sinal de que a menstruação está muito próxima. 
Como é que faz pra contratar aquele cara do Fantástico que hipnotiza as pessoas e elas dormem? Ele diria “dorme” com aquele sotaque de enrolador espanhol. Dorme! 
O quê? Já são cinco da manhã? 
Lá vem a senhorita listas. E ela vem com roupa de rave. Acompanhada de várias ovelhas com óculos coloridos e roupas que brilham no escuro. Ai que sono. Ahhhhhhhh. Bocejo. E nada!

Sem mais por enquanto...


"Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora


Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar" 

Sem mais por enquanto...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta...


E quando sentimos falta do que não volta mais??
E quando jogamos fora o tico de chance que haveria se ainda houvesse???
E quando, por birra, pirraça, necessidade de mostrar que se é foda, jogamos fora quem nos era importante de verdade, para ter comprovadamente, a certeza de que ninguém seria melhor???
E quando temos até vontade de ligar, saber como anda, o que tem feito... Mas não se tem coragem... não mais...
E quando temos certeza de que não haverá ninguém mais que complete, que entenda, que brigue, que ria... com aquela pessoa???

E, quando se constata, que na verdade, vc sente falta???
O que fazer???


Eu pensei
Que pudesse esquecer
Certos velhos costumes
Eu pensei
Que já nem me lembrasse
De coisas passadas
Eu pensei
Que pudesse enganar
A mim mesmo dizendo
Que essas coisas da vida em comum
Não ficavam marcadas
Não pensei
Que me fizessem falta
Umas poucas palavras
Dessas coisas simples
Que dizemos antes de dormir
De manhã
O bom dia na cama
A conversa informal
O beijo depois o café
O cigarro e o jornal
Os costumes me falam de coisas
De fatos antigos
Não me esqueço das tardes alegres
Com nossos amigos
Um final de programa
Fim de madrugada
O aconchego na cama
A luz apagada
Essas coisas
Só mesmo com o tempo
Se pode esquecer
E então eu me vejo sozinha como estou agora
E respiro toda a liberdade
Que alguém pode ter
De repente ser livre
Até me assusta
Me aceitar sem você

Certas vezes me custa

Como posso esquecer dos costumes
Se nem mesmo esqueci de você

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Constatação...

Eu te amo... Eu te am... Eu te a... Eu te... Eu t... Eu tomei no cu.



"Tá tudo novo de novo..."

É... pelo que andei relendo aqui no Blog, os meses de fevereiro / março foram o pico alto das minhas escritas...
Como tudo o que faço, (saco)... Começo empolgadona... Daqui a pouco já cansei e quero outro brinquedo...
Faço isso com meu blog, com meus estudos, com meus homens...

Porra, quando será que eu vou amadurecer??? Como posso reclamar que meu filho quer um jogo de videogame novo por mês? Que ele enjoa logo das coisas?
Até da minha casa, que eu preparei com tanto carinho, eu já cansei...

Ahhh. Esta alma cigana... Que não quer criar raízes... Que prefere não deixar rastros...

Resumo do resumo:

1) Voltei a trabalhar. Depois de quase 10 anos tentando ou um emprego ou um concurso público, ou ganhar na loteria, consegui um emprego maneiro, com grandes chances de crescimento.



Até ai, lindo, né?
Mas adivinha???
Essa vida de executiva não sou eu... Salto alto, bunda empinada, reuniões e reuniões...
Mas o ambiente é legal, e quero uns aumentozinhos ainda até o final do ano... Vou ficando...



2) Papai foi para uma clinica excelente... A Clinica onde a Vera Fisher está internada se tratando de depressão e onde todos os globais se internam por conta de drogas e outros problemas...
É maravilhoso o lugar. As instalações, os serviços, as pessoas... a humanidade...
Claro que morro de saudades de ter o papai aqui no quarto ao lado do meu, de saber cada febre, cada diarréia... Mas sei que lá ele está bem cuidado...  Conseguiu desmamar do oxigênio completamente... Deu uma engordada... Sorri quando eu chego... Chora quando eu canto...
Enfim... é uma coisa que eu terei que aprender a conviver, até porque minha mãe já dá sinais de que precisará muito de mim em breve (já está precisando, mas não admite)... E lá vou eu, tudo de novo...

3) Neste tempo "sumida", casei... É... isso mesmo. Não se assuste: casei. C.A.S.E.I.
Mas, adivinha?
Logo na primeira semana, mandei o sujeito embora.
Ele arrumou as malas, mas não foi.
No final da segunda semana, mandei ele embora de novo.
Não foi.
No final da terceira, sai de casa e disse a ele que se ele não saísse por bem, eu iria mandar uma viatura da policia tirá-lo de lá... Eram 8 da manhã. Dei um prazo até as 10 para ele sair...
Ele saiu... Graças a Deusa...




Ficou meio puto e não fala mais comigo... Mas vou fazer o que?
Não nasci para casar...
Meu nome não é Amélia...
Odeio que me mandem...
Não suporto gente folgada e preguiçosa...
Odeio bagunça na minha cozinha...
E, pior e mais importante, odeio o ser humano, mas já que estou aqui, quero um que respire, e não que faça fotossíntese...


Na verdade acho que só casei por pirraça... Cara, nem vou chamar isso de casamento, pois que durou apenas 3 semanas... E o que foi então meu último relacionamento de 4 anos??? O tal pelo qual eu perdi as estribeiras e só para provar que eu podia sim ser amada, casei com o primeiro maluco disposto a viver comigo?
E como eu podia dormir com um pensando em outro? comparando com o outro? Comparei tudo, desde o primeiro momento... E confesso que não havia comparações... Meu menino era bem melhor em absolutamente tudo... Mas ele não me queria mais... E tinha mandando eu ser feliz...
Eu bem que tentei... Mas não deu... Sinceramente não deu.,..

Bom, acho que essas eram as novidades que eu tinha para contar assim, bem resumido...
Vou tentar voltar a escrever, até porque isso me faz bem... É praticamente uma psicografia, já que eu nem penso. saio digitando a uma velocidade absurda pois meus pensamentos são bem mais rápidos que minhas mãos no teclado...

E não reviso. Não reviso nada... Então, se tiver algum palavrão ai em cima, daqueles que gosto de mandar de vez em sempre, me perdoe... Sou assim e... a esta altura do campeonato, acho muito pouco provável que eu consiga (queira) mudar...



Um beijo e volto logo, prometo...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Roubadas (Mal casei me separei)

Eu avisei que não queria casar... Eu sabia que não o amava... Não é o mesmo gosto, a mesma pele, o mesmo cheiro... Não era ele...


"Continuo entrando em roubadas. 
Trocando o mocinho pelo bandido. 
Fazendo grandes investimentos em pequenas pessoas. 
Mas agora acho que já deu né...
Sou pouco tolerante.
Acredito mesmo que a gente só aprende - ou não - dando cabeçadas na vida.
Que a gente só aprende com as próprias experiências.
Acredito também que quanto mais a gente vive, mais tolerante se torna.
Acredito que as atitudes contam muito mais do que as próprias palavras.
Acredito que cidadãos que bancam os bons moços têm muito mais chance de te decepcionar.
Acredito que a gente deve conhecer uma pessoa antes de se apaixonar (e não o contrário).
Acredito que tudo que vem rápido demais vai embora com a mesma velocidade.
Acredito que perder a confiança é como quebrar um vaso: vc pode até conseguir colar, mas vai ser sempre um vaso colado.
Acredito em duendes e em papai-noel.
Mas não acredito nos homens. Não mais.
Duvido até de mim mesma agora."

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cansaço...

"Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena."

(Marcia Duarte)


==> 'Eu devo ter dito: ‘estou bem, obrigada’ pelo menos 37 vezes. E não foi verdade em nenhuma delas. Mas ninguém percebeu.'

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Duvidas, indecisões e afins...

É... ainda não é... ainda não foi...
Acho que só o tempo mesmo pode nos fazer esquecer, desistir, desamar, reamar...
Sem ele (o tempo) tudo fica meio solto, meio vazio, meio cheio...Meio oco... Meio termo...
E não sou mulher de meios termos...

Tenho sentido muita dificuldade em aceitar... Aceitar tudo... o ser e o não ser... o estar e o não estar...

Acho que não quero casar... Isso tem me deixado num mau humor da porra...
Foi lindo, foi necessário, foi preciso, foi intenso, foi quase...
Mas não foi... Não tá sendo... Não tá convencendo... Não tá me convencendo...

Será que eu tô convencendo alguém???
Alguém realmente acha que, de repente, estou amando loucamente, pra casar???
Não, acho que não... O pior é que não estou conseguindo convencer nem a mim...
Aff!!! Como eu digo...

Deixa pra lá!!!!!!!!!!!!!!!

“A escolha pela distância”



A princípio me parece insensato. Onde o outro não está, não se ama. A saudade pode doer, a palavra pode faltar. É esconder-se atrás da rotina, é não lutar. É deixar sempre para depois o sentir. É proteger o outro protegendo a si, sem ter nenhum dos dois. É fuga, um esquivo, um subterfúgio. A distância não existe é uma coisa que se impõe. O humano sempre é capaz de se fazer inalcançável sem perceber que não viver dói ainda mais. Pra que olhar para o lado? Fingir, disfarçar. Só para manter o sorriso como se fosse isenta de culpa? Escolher a distância me parece simplesmente mesquinho.

Por outro lado a distância é onde o outro não está, onde a palavra se cala, onde pode se esconder, onde se desiste. É evitar o sentir, é proteger-se, é fugir, é impor limites, é não ser afetado, é tentar esquecer. A escolha pela distância pode ser a última alternativa, de quem ainda sente, para deixar de sofrer.

Ass: Danilo Mendonça Martinho