Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...


'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'

(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Broken


"Não posso recomeçar porque tudo soaria falso e inútil. As minhas verdades me bastam,mesmo sendo mentiras. Não é mais tempo de reconstruir.(...)"

-Caio 3D: O essencial da década de 1970

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Gelatina de Abacaxi




Estou comendo uma gelatina de abacaxi enquanto tento escrever um pouco...
Há dias eu estou tentando fazer  isso...
Na verdade pela primeira vez, em muitos anos, tenho vergonha do que estou sentindo. Aliás, nem sei ao certo o que estou sentindo...
Mistura de saudade com arrependimento, ao mesmo tempo uma vontade de deixar tudo como está, porque não teria jeito mesmo...
Porque a gente não consegue se apaixonar por uma pessoa???
A gente se apaixona pelo que idealizamos dela...
E, quando a relação acaba (ou não acaba, mas não dá certo pois ela não é o que idealizamos), sofremos...
Tasqueopariu, viu!!! Achei que aos 40 eu já teria parado com estas babaquices de mulherzinha, de ficar chorando pelos cantos, ouvindo uma música e entrando na maior fossa...
Porra!!! Não deu certo... Não daria certo...
Eu já estive com outro. Na minha casa, na minha cama. Chamei-o de marido e tudo...
ok, ok... duraram só 3 semanas porque na verdade o que eu fiz foi muito, muito feio... (Se eu fosse católica iria correndo à Igreja para me confessar)...
Mas era uma tentativa desesperada de ser feliz, de recomeçar e de esquecê-lo...
Porque não posso aceitar que ele está feliz, com outra, mais nova, inteligente e linda??? Porque???

ps: tenho um bloqueio... nunca sei usar os porquês... Uso-os sempre juntinhos... De separação, basta as que a vida nos enfia pela goela abaixo...

Voltando...
Poxa... era pra eu estar feliz... Eu odiei nosso ultimo ano juntos... Foi uma merda só... Brigas, palavras duras, ofensas... Pra que querer voltar? Sei que no fundo ele continua o mesmo moleque... Sempre 12 anos mais jovem... E pior... pra completar, está de aparelho nos dentes...
Enquanto eu, saio de terninho e salto alto, óculos escuros e batom vermelho, para o trabalho... Super mulher... Super... super... super magoada... descabelada... amafagafada...
Porque? Porque eu idealizei ele. Eu tenho raiva dele por ele nao ser o que eu queria que ele fosse... Tenho raiva de mim por ainda querer um alguém que não existe, senão na minha imaginação adolescente...

Há pelo menos 4 carinhas querendo "me pegar"... Sei disso. Um mais explícito... outro comendo pelas beiradas... outro liga todo dia dando uma de "amigão"... e outro... bom, o safado do marido de uma amiga...
E eu não consigo pegar nem resfriado...

Perdi o tesão??? Me aposentei???
Não quero casar... (eu avisei num outro post que essa merda de casamento não ia dar certo...) não quero relacionamento sério... EU QUERO A PORRA DAQUELE HOMEM QUE EU AMEI E QUE NUNCA EXISTIU... E QUERO AGORA!!!

Bom, minha gelatina acabou... E eu estou morrendo de vergonha de expor este sentimento tão ridicularmente ridículo... Provando pra mim (e pra ele) que a imatura sou eu... Que fico mandando mensagenzinhas (é... eu mando...) torpedos... (tb mando)... ligando pra ele quando sei que ele está com ela só para deixá-lo constrangido (é... eu faço isso...)...
Ou seja, atazanando  a vida do sujeito só porque ele não está comigo e nem estaria pois ele não é quem eu queria que ele fosse...

Caracaaaaaa (tô tentando usar menos palavrões, tá?), será que esse surto tem cura????
Ou será que despiroquei de vez (e não por falta de.......)???

Aff!!! Bom, gelatina no fim, vou tentar dormir, enfim!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A.M.I.G.A.S. prometo que eu nunca, nunca, nunca, nunca, nunca mais vou exagerar!!!

Felicidade é pouco pra mim... Exijo Euforia!!!

Eu sei amar. 
Mas não sei fugir.
 Por isso, não tente me parar. 
Não me peça para não ir. 
Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. 
Quando eu decido, eu vou. 
Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. 
Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. 
E daí ? A vi...da é minha. O amor é meu.... 
Me dou de bandeja pra quem eu quiser. 
Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. 
Amor não tem garantia, mas tem devolução. 
Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. 
Mas tem sempre o meio. 
Amor tem gosto de pele, língua e segredo. 
Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. 
Você imagina quantas meninas existem em mim? 
Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. 
Quer provar? 
Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. 
Mas eu quero que você perceba. 
Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim.
 Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. 
(Nada de banho-maria!). 
O amor não tem regras, o desejo não tem limites. 


(E minha boca é do tamanho do meu coração.)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Silêncio...

Às vezes me pergunto se o silêncio não seria uma espécie de luto pelos encantos que se quebraram. Pelos sorrisos que, de repente, pararam.

Tem coisa mais "Claudia" do que ser "Clarice"???

"Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, e falta de ar..."
(Clarice Lispector)



Engraçado como tenho percebido todos, não é exagero... todos mesmo... que conheço me identificando com uma palavrinha simples porém que diz muito: INTENSA...

Amigos antigos me dizem que eu sempre fui INTENSA, desde menina... desde criança...
Amigos novos, que acabaram de me conhecer, conseguem reconhecer este traço da minha personalidade assim, de cara...
Amigos virtuais que fiz e amo, também me retratam assim...
Amigos com quem tenho pouco contato, se tivesse que escolher uma única palavra para me descrever, diriam-me INTENSA...

Porque será que sou assim??? Desde quando sou assim? Será que já nasci assim??? É bom ou ruim ser assim???
tenho parado para pensar sobre isso...
Ser intensa já me foi útil, pois vivi bastante em poucos anos...
Mas também já me trouxe grandes problemas, pois ninguém vive intensamente impunemente... Tem sempre aqueles que não têm coragem para tal e te criticam, te julgam, te rotulam...

O que faz de mim uma pessoa intensa?
Amar sem medo do ridículo? Amar sem medo de não ser correspondida? Amar a tudo e a todos com uma força que beira ao exagero? Fazer, pensar, falar sem medir consequências... apenas pelo prazer de estar fazendo, pensando, falando... sendo eu???

A intensidade vem em mim naturalmente, não faço força pra isso...
Mesmo cansada sou intensa...
Mesmo mal humorada sou intensa...
Mesmo deprimida sou intensa...
Mesmo alegre pra cacete sou intensa...
Sou intensa na vida, na morte, na amizade, na inimizade, no amor, na paixão...
Sou intensa nas brigas, nas palavras, no agir, no não agir...
Até quando eu não faço algo é com uma intensidade que dá pra sentirem que não estou fazendo algo intensamente...

Traço característico, traço peculiar... Quanto mais leio Clarice, mas me vejo como ela... Intensa... Com pressa... Com medo...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Como???




"(...) onde você era apenas um copo d' água eu era a tempestade."

(Tati Bernardi)

Insônia





Se eu ler mais uma página do livro o sono virá. Tenho absoluta certeza disso. 
Nada feito. Talvez eu precise ler mais uma apenas. Ou esse capítulo inteiro. 
Não que esteja fácil concentrar, porque nada está exatamente fácil hoje. Não consigo concentrar nem na missão de não concentrar em nada. 
Vamos lá, mais uma página e o sono virá. 
O livro está chato e pesado. 
Chato porque estou cansada demais para fazer qualquer coisa que não seja dormir. Pesado porque meu braço quer dormir e não segurar um livro de 378 páginas. 
Tudo em mim quer dormir. Ahhhh que sono. Bocejo. Agora vai. Vem soninho, vem. Uma ovelhinha, duas, opa, que aconteceu que as ovelhinhas começaram, de repente, a dançar numa rave? Nada feito. Vou ter de apelar pra um daquelas chás que misturam todas as plantas soníferas e ansiolíticas do mundo. Se eu colocar três saquinhos tenho certeza que vou dormir gostosinho. Aquele sono que você acorda no dia seguinte do jeitinho que deitou. 
Nossa, como eu precisava agora dormir bem. Estou mais cansada do que nunca. Mais inchada do que nunca. Mais carente do que nunca. Mais irritada do que nunca. E, infelizmente, mais acordada do que nunca. Nada feito, o chá só tá me deixando com vontade de fazer xixi a cada cinco minutos. O que complica o sono mais ainda. Como é que estar no fundo do poço, na lama, na escuridão... pode chamar estar “em claro”? Como é que se dorme mesmo? Que inveja das pessoas que dormem. Como é dormir? Ah, dormir. Como é bom dormir. Ahhhhh que sono. Bocejo. Agora vai. Ah não! Vai me baixar a senhorita listas! Repasso tudo o que preciso fazer amanhã. De manhã tem isso e aquilo e aquilo outro e a tarde mais aquilo outro e isso e aquilo e…deixa pra amanhã! Não, amanhã vou estar super cansada porque não consegui dormir. Melhor repassar agora. Mas de que adianta repassar o que vou fazer amanhã se, de qualquer maneira, amanhã vai chegar e eu já vou fazer mesmo tudo o que estou repassando que vou fazer amanhã? Pra que fazer mentalmente o que já vou fazer amanhã fisicamente? Pra quê? Ai que sono. Ahhhhhhhh. Bocejo. Uma ovelhinha. Duas. Ta, já sei. A droga da ovelhinha vai começar a pular o bate estaca daqui a pouco. 
O quê? Já são três da manhã? Calma. Ainda faltam três horas pra amanhã começar. Três horas não são oito horas. Mas eu bem que dormia menos de quatro quanto tinha vinte anos e vivia em festas e coisas do gênero. Mas eu não tenho mais vinte anos. E se eu não dormir agora, amanhã estarei com olheiras e rugas. Isso sem contar que estarei também com cólica, afinal, insônia é sinal de que a menstruação está muito próxima. 
Como é que faz pra contratar aquele cara do Fantástico que hipnotiza as pessoas e elas dormem? Ele diria “dorme” com aquele sotaque de enrolador espanhol. Dorme! 
O quê? Já são cinco da manhã? 
Lá vem a senhorita listas. E ela vem com roupa de rave. Acompanhada de várias ovelhas com óculos coloridos e roupas que brilham no escuro. Ai que sono. Ahhhhhhhh. Bocejo. E nada!

Sem mais por enquanto...


"Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora


Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar" 

Sem mais por enquanto...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta...


E quando sentimos falta do que não volta mais??
E quando jogamos fora o tico de chance que haveria se ainda houvesse???
E quando, por birra, pirraça, necessidade de mostrar que se é foda, jogamos fora quem nos era importante de verdade, para ter comprovadamente, a certeza de que ninguém seria melhor???
E quando temos até vontade de ligar, saber como anda, o que tem feito... Mas não se tem coragem... não mais...
E quando temos certeza de que não haverá ninguém mais que complete, que entenda, que brigue, que ria... com aquela pessoa???

E, quando se constata, que na verdade, vc sente falta???
O que fazer???


Eu pensei
Que pudesse esquecer
Certos velhos costumes
Eu pensei
Que já nem me lembrasse
De coisas passadas
Eu pensei
Que pudesse enganar
A mim mesmo dizendo
Que essas coisas da vida em comum
Não ficavam marcadas
Não pensei
Que me fizessem falta
Umas poucas palavras
Dessas coisas simples
Que dizemos antes de dormir
De manhã
O bom dia na cama
A conversa informal
O beijo depois o café
O cigarro e o jornal
Os costumes me falam de coisas
De fatos antigos
Não me esqueço das tardes alegres
Com nossos amigos
Um final de programa
Fim de madrugada
O aconchego na cama
A luz apagada
Essas coisas
Só mesmo com o tempo
Se pode esquecer
E então eu me vejo sozinha como estou agora
E respiro toda a liberdade
Que alguém pode ter
De repente ser livre
Até me assusta
Me aceitar sem você

Certas vezes me custa

Como posso esquecer dos costumes
Se nem mesmo esqueci de você