Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...


'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'

(Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Deixar ou ser deixado? ==> Da série: Eu poderia ter escrito isso


Sempre tem um babaca pra pagar de bom samaritano e dizer que dói mais deixar do que ser deixado. E o meu pensamento é sempre o mesmo: Nem por um caralho!
Por mais carinho, respeito e compaixão que você tenha com a outra pessoa, você está escolhendo deixá-la. É a sua vontade e você decidiu que sua vida seria melhor sem aquela pessoa, então porque raios você sofreria por uma decisão que foi sua? Ok, às vezes as pessoas deixam sem querer deixar, às vezes se acaba não pela falta de amor, mas pela necessidade de não sofrer mais. Mas mesmo assim, a decisão ainda está sendo sua. Ainda é você quem consegue enxergar um benefício no término. E se você decidiu firmemente que a melhor opção seria deixar aquela pessoa, você está ok com isso, e que o outro saiba lidar com a dor dele. Porque essa pica não é mais sua.
Ser deixado é completamente diferente. Ser deixado te dá as duas piores sensações do fim de um relacionamento:
  • Primeiro você começa a se sentir completamente impotente. Porque se a pessoa quis te deixar, não há “posso melhor”, não há “vamos tentar mais uma vez”, não há “o que está te incomodando?”. Ela não está lá para melhorar o relacionamento, não está tentando consertar o que está errado. A decisão já foi tomada e você nem participou da mesa redonda: Aquela pessoa tem certeza absoluta de que a melhor coisa para a vida dela é não te ter mais. E não há nada que você possa fazer.
  • Depois disso você começa a se sentir um cocô grande, verde e gordo. Você levou um pé na bunda, foi pra lua, voltou, e ainda caiu de cara no chão. Não tem auto estima que resista. Então você começa a se sentir feio, gordo, burro, cafona, escroto, sem graça, e etc. É como se você tivesse sido um projeto de Meninas Super Poderosas só que ao contrário. Uma mistura de açucar, tempero e tudo que há de ruim. Nem elemento X para se sentir o mínimo especial, você teve. Porque a última coisa que você consegue se sentir agora é especial.
E aí você, que foi pego de surpresa, além de ser obrigado a lidar com o fato de não ter mais aquela pessoa, tem que aprender a lidar com a rejeição também. Como se uma só já não fosse ruim o suficiente.
Qualquer coisa que você faça a partir daí, será para superar ou a rejeição, ou a perda, ou os dois. Seja lá qual caminho você escolher tomar; o celibato, a putaria, outro amor, o trabalho, as amizades, os estudos, a família; tudo será sempre com o mesmo intuito: O de esquecer.
E é quando você tenta reconstruir tudo o que você era e tinha, que as coisas começam a desabar mais ainda. Se você se mostra fraco, abalado e deprimido, o ego grita forte, e então você acha que não deve demonstrar fraqueza para o outro lado não se vangloriar, mesmo sabendo que você não deve porra nenhuma a ninguém. Muito menos a alguém que não te quer mais.
Se você tenta passar uma imagem de pura felicidade e precoce superação, uma hora acaba percebendo o papel ridículo e deprimente que está se prestando, porque qualquer ação que você pense tomar, será sempre remetida a imagem de o-coitadinho-que-foi-deixado. E não tem muito como sair disso. Você realmente foi deixado e seja lá qual forma otimista você ache para enxergar isso, nada mudará o fato da sua bunda ter sido chutada o mais longe possível.
Por pior que a situação do término seja, é sempre pior quando quem está tomando no cu é você.



Peguei emprestado daqui: http://corramary.com/deixar-ou-ser-deixado/#ixzz1GvHZLyIn
Incrível como tem gente que consegue escrever com a mesma sutileza que eu: cheio de palavrões e certezas... rsrsrs Achei o texto ótimo, e vocês???

Um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo???



"Eu estava proibida de lembrar, mas com medo de esquecer. Afinal, de quantas maneiras um coração pode ser destroçado e ainda continuar batendo? Nos últimos dias, eu tinha passado por muitas experiências que poderiam ter acabado comigo, mas isso não me deixou mais forte. Ao contrário, eu me sentia horrivelmente frágil, como se uma unica palavra pudesse me despedaçar." 
New Moon, Stephenie Meyer

Burra, Burra, Burra, Burra, Burra!!!!!


Broken


"Não posso recomeçar porque tudo soaria falso e inútil. As minhas verdades me bastam,mesmo sendo mentiras. Não é mais tempo de reconstruir.(...)"

-Caio 3D: O essencial da década de 1970

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Gelatina de Abacaxi




Estou comendo uma gelatina de abacaxi enquanto tento escrever um pouco...
Há dias eu estou tentando fazer  isso...
Na verdade pela primeira vez, em muitos anos, tenho vergonha do que estou sentindo. Aliás, nem sei ao certo o que estou sentindo...
Mistura de saudade com arrependimento, ao mesmo tempo uma vontade de deixar tudo como está, porque não teria jeito mesmo...
Porque a gente não consegue se apaixonar por uma pessoa???
A gente se apaixona pelo que idealizamos dela...
E, quando a relação acaba (ou não acaba, mas não dá certo pois ela não é o que idealizamos), sofremos...
Tasqueopariu, viu!!! Achei que aos 40 eu já teria parado com estas babaquices de mulherzinha, de ficar chorando pelos cantos, ouvindo uma música e entrando na maior fossa...
Porra!!! Não deu certo... Não daria certo...
Eu já estive com outro. Na minha casa, na minha cama. Chamei-o de marido e tudo...
ok, ok... duraram só 3 semanas porque na verdade o que eu fiz foi muito, muito feio... (Se eu fosse católica iria correndo à Igreja para me confessar)...
Mas era uma tentativa desesperada de ser feliz, de recomeçar e de esquecê-lo...
Porque não posso aceitar que ele está feliz, com outra, mais nova, inteligente e linda??? Porque???

ps: tenho um bloqueio... nunca sei usar os porquês... Uso-os sempre juntinhos... De separação, basta as que a vida nos enfia pela goela abaixo...

Voltando...
Poxa... era pra eu estar feliz... Eu odiei nosso ultimo ano juntos... Foi uma merda só... Brigas, palavras duras, ofensas... Pra que querer voltar? Sei que no fundo ele continua o mesmo moleque... Sempre 12 anos mais jovem... E pior... pra completar, está de aparelho nos dentes...
Enquanto eu, saio de terninho e salto alto, óculos escuros e batom vermelho, para o trabalho... Super mulher... Super... super... super magoada... descabelada... amafagafada...
Porque? Porque eu idealizei ele. Eu tenho raiva dele por ele nao ser o que eu queria que ele fosse... Tenho raiva de mim por ainda querer um alguém que não existe, senão na minha imaginação adolescente...

Há pelo menos 4 carinhas querendo "me pegar"... Sei disso. Um mais explícito... outro comendo pelas beiradas... outro liga todo dia dando uma de "amigão"... e outro... bom, o safado do marido de uma amiga...
E eu não consigo pegar nem resfriado...

Perdi o tesão??? Me aposentei???
Não quero casar... (eu avisei num outro post que essa merda de casamento não ia dar certo...) não quero relacionamento sério... EU QUERO A PORRA DAQUELE HOMEM QUE EU AMEI E QUE NUNCA EXISTIU... E QUERO AGORA!!!

Bom, minha gelatina acabou... E eu estou morrendo de vergonha de expor este sentimento tão ridicularmente ridículo... Provando pra mim (e pra ele) que a imatura sou eu... Que fico mandando mensagenzinhas (é... eu mando...) torpedos... (tb mando)... ligando pra ele quando sei que ele está com ela só para deixá-lo constrangido (é... eu faço isso...)...
Ou seja, atazanando  a vida do sujeito só porque ele não está comigo e nem estaria pois ele não é quem eu queria que ele fosse...

Caracaaaaaa (tô tentando usar menos palavrões, tá?), será que esse surto tem cura????
Ou será que despiroquei de vez (e não por falta de.......)???

Aff!!! Bom, gelatina no fim, vou tentar dormir, enfim!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A.M.I.G.A.S. prometo que eu nunca, nunca, nunca, nunca, nunca mais vou exagerar!!!

Felicidade é pouco pra mim... Exijo Euforia!!!

Eu sei amar. 
Mas não sei fugir.
 Por isso, não tente me parar. 
Não me peça para não ir. 
Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. 
Quando eu decido, eu vou. 
Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. 
Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. 
E daí ? A vi...da é minha. O amor é meu.... 
Me dou de bandeja pra quem eu quiser. 
Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. 
Amor não tem garantia, mas tem devolução. 
Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. 
Mas tem sempre o meio. 
Amor tem gosto de pele, língua e segredo. 
Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. 
Você imagina quantas meninas existem em mim? 
Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. 
Quer provar? 
Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. 
Mas eu quero que você perceba. 
Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim.
 Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. 
(Nada de banho-maria!). 
O amor não tem regras, o desejo não tem limites. 


(E minha boca é do tamanho do meu coração.)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Silêncio...

Às vezes me pergunto se o silêncio não seria uma espécie de luto pelos encantos que se quebraram. Pelos sorrisos que, de repente, pararam.

Tem coisa mais "Claudia" do que ser "Clarice"???

"Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, e falta de ar..."
(Clarice Lispector)



Engraçado como tenho percebido todos, não é exagero... todos mesmo... que conheço me identificando com uma palavrinha simples porém que diz muito: INTENSA...

Amigos antigos me dizem que eu sempre fui INTENSA, desde menina... desde criança...
Amigos novos, que acabaram de me conhecer, conseguem reconhecer este traço da minha personalidade assim, de cara...
Amigos virtuais que fiz e amo, também me retratam assim...
Amigos com quem tenho pouco contato, se tivesse que escolher uma única palavra para me descrever, diriam-me INTENSA...

Porque será que sou assim??? Desde quando sou assim? Será que já nasci assim??? É bom ou ruim ser assim???
tenho parado para pensar sobre isso...
Ser intensa já me foi útil, pois vivi bastante em poucos anos...
Mas também já me trouxe grandes problemas, pois ninguém vive intensamente impunemente... Tem sempre aqueles que não têm coragem para tal e te criticam, te julgam, te rotulam...

O que faz de mim uma pessoa intensa?
Amar sem medo do ridículo? Amar sem medo de não ser correspondida? Amar a tudo e a todos com uma força que beira ao exagero? Fazer, pensar, falar sem medir consequências... apenas pelo prazer de estar fazendo, pensando, falando... sendo eu???

A intensidade vem em mim naturalmente, não faço força pra isso...
Mesmo cansada sou intensa...
Mesmo mal humorada sou intensa...
Mesmo deprimida sou intensa...
Mesmo alegre pra cacete sou intensa...
Sou intensa na vida, na morte, na amizade, na inimizade, no amor, na paixão...
Sou intensa nas brigas, nas palavras, no agir, no não agir...
Até quando eu não faço algo é com uma intensidade que dá pra sentirem que não estou fazendo algo intensamente...

Traço característico, traço peculiar... Quanto mais leio Clarice, mas me vejo como ela... Intensa... Com pressa... Com medo...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Como???




"(...) onde você era apenas um copo d' água eu era a tempestade."

(Tati Bernardi)