Os dias têm sido complicados... Esta semana que passou achei que eu fosse infartar... São tantas coisinhas miúdas, outras realmente gigantescas e sérias... Quem me conhece sabe dos problemas que eu tenho enfrentado... São tantos e tão variados problemas que, por alguns momentos, deixei de lado o coração... (Ou será que ele me deixou há muito??)
Na verdade, os problemas do coração têm sido relegados por mim a um segundo plano... Não que os sentimentos tenham passado, mas é que a barra tem sido pesada mesmo...
Porém... Hoje eu tive uma triste constatação... Não sei se é triste por se saber inevitável ou triste por ainda doer... Na verdade não parou de doer, é que eu aprendi a suportar.
Ou melhor... Amadureci... Entendi... Percebi... deixei cair a ficha... sei lá que nome se dá a isso... O fato é que ao olhar para ele, não posso deixar de sentir um misto de extremo carinho com muita tristeza... Pelo que fomos, pelo que sonhamos ser e pelo que não conseguimos chegar a ser... Será que seríamos??? Não sei... Acho que nunca saberemos...
Uma declaração linda de amor... talvez tarde demais... ou talvez metafórica demais...
Nunca quis declarações de amor... Quero, exijo e não aceito menos do que presença... Estar junto (o que não necessariamente significa estar perto, colado, grudado)... Junto... no sentido menos literal e mais emocional da palavra...
Uma tarde juntos... Desta vez sem mãos dadas... sem olhares lânguidos... Apenas uma declaração de amor em forma de bombons e um (ou alguns) beijos de despedida... Despedida??? Como assim? Nos despedimos faz tempo e toda vez que nos encontramos tem despedida com beijo na boca??? É assim que os amigos fazem? Os camaradas... Aqueles que não se envolvem... são só amigos... passeiam... papos amenos...
O que fazer com tanto sentimento? O que fazer com tanta covardia? O que fazer com uma vida que não pôde (não se quis) ser vivida, dividida???
Não sei mais o que sinto... nem sei se ainda sou capaz de sentir alguma coisa... O abraço apertado na hora da despedida, durante o beijo demorado, me fez ter uma sensação de deja vú... Uma lembrança boa de que, em algum lugar do passado, aquilo já foi sinal de muito amor, de muita paixão... Uma sensação de que naquele meu coração que sempre bate descompassado, tadinho, arritmico que é, já existiu um gosto de sonho bom...
Aquele abraço... Aquele beijo... Aquele cheiro... (que ainda não mudou o perfume), me trazem um misto de nostalgia e malancolia... a saudade de um passado, a lembrança de um futuro não existido, não vivido... Mas, nem por isso menos real... Pois eu vivi esse futuro durante 4 anos, mantendo, refazendo, criando e recriando-o em cada detalhe...
Não deu certo... Daria algum dia? Nunca vou saber... Talvez seja melhor assim...
Fiquemos no "adocica, meu amor, adocica"... Beijos de despedida com sabor de chocolate, envoltos em uma declaração de amor, de um amor que nunca se fará completo, que nunca se realizará e que, por isso, nunca mais se desgastará...
Despedida com gosto de chocolate... Eu poderia querer coisa melhor???
Adocica, meu amor, adocica... Pois este coração de mulher está realmente muito amargo...


2 comentários:
buáaaaaaaaa......não vale me fazer chorar! é covardia, isso não se faz!!!!!! Pode ser triste, dolorido, mas que é lindo é !!!! Bjs "achocolatados"
Um di, quem sabe, vc escreve essa história e aí, talvez, eu consiga entender por que esse cara não fode e nem sai de cima.
Quem gostava de migalhas era o Cazuza, amiga.
Seja radical. Quero ver se ele aguenta, se sustenta a decisão que tomou.
Aposto uma caixa de skol gelada.
TE AMO
Bj
Ps.: Mas que o texto é lindo, isso é!
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