para falar com tanta maturidade sobre o que sentimos de forma tão infantilizada...
"Duro aprendizado amoroso, o começo de uma separação. Porque, seja como for, é uma pequena morte. Difícil não se magoar quando o amado muda. Podemos ter certeza de que não o faz por maldade, que quando dizia "eu te amo" estava amando de verdade, a verdade dele. Queremos ser superiores, queremos ser generosos, podemos até dizer: "Vá, sim, vá que eu espero, vá porque eu não posso te prender". Ou: "Seremos amigos para sempre".
Mas nós nos machucamos e talvez ao outro, lutando contra a nossa humanidade que quer se agarrar ao momento de beleza, quer continuar sonhando - e agora o que fará com essas mãos cheias de ternuras para dar, a cabeça repleta de sonhos e projetos, o corpo acostumado aos calores do amor?
No futuro tudo isso há de cintilar. Mas agora não sabemos disso, e por não saber é que sangramos".
(Lya Luft)
Entre sorrisos e lágrimas, estou apreendendo a seguir em frente...
'Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.'
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
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